Retrato Falado
Lívia Falcão, a Flora de
"Eterna Magia", da Globo - Foto: Pedro Paulo Figueiredo/CZN - Data: 17/10/07
- A menção dos créditos é obrigatória.
Multimídia
Lívia Falcão, de "Eterna Magia", fala de suas paixões
por Louise Araujo
PopTevê
Produtora
de cinema, assistente de direção, preparadora de elenco, redatora publicitária,
professora de educação artística. É longa a lista de atividades no currículo da
também atriz Lívia Falcão, que dá vida a Flora de "Eterna Magia". E do
alto de seus 40 anos de vida, ela mostra fôlego de menina ao falar da paixão
pelo processo de aprendizado. "Acho que eu vou morrer estudando. Adoro
letra, palavra, coisa escrita", derrama-se. Um traço de personalidade
fundamental para ela, que passou a maior parte da carreira no teatro e no
cinema, se adequar ao admirável mundo novo da tevê. "No começo sofri um
pouco, mas fui misturando as minhas experiências e encontrei um caminho",
explica.
Ainda que
tardia, a história de Lívia na tevê começou com o pé direito. A estréia
aconteceu em horário nobre, na novela "Belíssima". Na trama, a atriz dava
vida à divertida Regina da Glória, empregada do casal Murat e Katina – Lima
Duarte e Irene Ravache, respectivamente. "Dei sorte em entrar na tevê pela
"porta da frente"", gaba-se. "E como eu já estava
madura artisticamente, pude ir mais tranqüila", argumenta.
Em sua segunda novela, a pernambucana comemora a oportunidade de se exercitar no veículo. Tanto é que nem mesmo as mudanças no caminho da personagem – que inicialmente iria abordar o drama do desquite na década de 40 e acabou na comédia de brigas de casal com o marido Carlão, de Carl Schummacher – abalam o bom humor de Lívia. "Eles cativaram o público. São o lado do cotidiano, em que as pessoas se enxergam", acredita. E mesmo admitindo que gostaria de fazer, na tevê, um papel que não apelasse para o humor, a atriz não esconde o prazer que sente em fazer o público se divertir. "Adoro o riso, é uma maneira de se comunicar com o Divino. Faz bem à saúde, à beleza, a tudo", argumenta.
Nome – Lívia Maria Veras Falcão.
Nascimento – 30 de agosto de 1967, em Garanhuns, Pernambuco.
Na tevê – "Não assisto muito, mas gosto de ver filmes".
Ao que não assiste na tevê – “Odeio noticiários sensacionalistas”.
Nas horas livres – “Dançar e ler”.
No cinema – "Amo cinema, todos os gêneros".
Música – “Mantras e música brasileira”.
Livro – "Roman", autobiografia de Roman Polanski.
Prato predileto – “Banana da terra com queijo coalho”.
Pior presente – “Comigo não tem isso: se é presente, é bom”.
O melhor do guarda-roupa – “Uma bota preta, daquele tipo militar”.
Perfume – "Live", de J Lo.
Mulher bonita – "Minha colega na peça "Caetana",
Fabiana Pirro".
Homem bonito – Reynaldo Gianecchini.
Cantor – O americano Krishna Das.
Cantora – "A Camille, uma cantora francesa que meu filho me
"apresentou"".
Ator – Selton Mello.
Atriz – Cleide Yáconis.
Animal de Estimação – Mocinha, uma poodle.
Escritor – Pablo Neruda.
Arma de sedução – “Meu olhar".
Programa de índio – “Ficar em casa vendo tevê”.
Melhor viagem – “A turnê européia de "Caetana"".
Sinônimo de Elegância – Fernanda Montenegro.
Melhor notícia – “Saber que estava tudo bem, quando tive meus
filhos”.
Inveja – “De quem está mais adiantado espiritualmente”.
Ira – "Injustiça”.
Gula – “Não resisto a bolo de rolo”.
Cobiça – “Ser uma pessoa iluminada”.
Luxúria – “Um homem que me faça rir”.
Preguiça – “Passar roupa”.
Vaidade – “Adoro me perfumar”.
Mania – “De me benzer quando saio de casa”.
Filosofia de vida – "Ame ao próximo como a si mesmo”.
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